42 livros que farão de você uma pessoa melhor (descritos em 1 frase cada)

Se você lê bastante, os conteúdos dos livros acabam se misturando na sua cabeça. Com o passar dos anos, torna-se difícil lembrar até mesmo os assuntos dos livros.

Por Ryan Holiday, via Portal Administradores

 

É aí que entram os resumos literários de uma frase. Embora espere-se que um livro acrescente bastante ao conhecimento de quem lê (caso contrário, qual o sentido de lê-lo?), o leitor normalmente guarda ao menos um ensinamento claro. Às vezes esse ensinamento sintetiza todo o livro, às vezes é um detalhe que provoca impacto.

Abaixo você pode ler descrições de uma sentença de alguns dos melhores livros já escritos, entre eles os que considero favoritos. (Nota do editor: alguns dos livros indicados não têm edição em português. Nesses casos, optamos por manter o título original.)

Cândido, por Voltaire. “Il faut cultiver notre jardin”. Devemos cultivar nosso jardim.

Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração, por Viktor E. Frankl. Mesmo nas profundezas do holocausto — mesmo tendo passado por três campos de concentração e perdido sua família inteira — Viktor Frankl encontra significado e propósito.

The autobiography of Malcolm X, por Alex Haley e Malcolm X. Um homem vai para a prisão como criminoso, sai como líder incorruptível do movimento por Direitos Civis e morre como uma pessoa compassiva e de coração aberto.

Ensaios, por Montaigne. Há muito a ser visto e estudado por meio da simples observação interior — talvez uma quantidade até alarmante.

Boyd: The Fighter Pilot Who Changed the Art of War por Robert Coram. Ser ou fazer?

The Power Broker, por Robert A. Caro. Existem várias maneiras de exercer poder e influência. Nem todas são chamativas ou mesmo visíveis, mas sempre têm o mesmo efeito, não importa a época: elas corrompem e mudam as pessoas.

Meditações, por Marcos Aurélio. Mesmo o homem mais poderoso da terra escreve anotações para si mesmo sobre como ser uma pessoa melhor — ah, e ele começa essas notas com uma série de agradecimentos a pessoas que o ajudaram.

The power of no, por James Altucher. Sua vida é definida pela sua capacidade de dizer ‘não’ para as coisas que precisam ser rejeitadas.

Totto-chan: the little girl at the window, por Tetsuko Kuroyanagi. A alegria e humor de uma criança é algo precioso — nenhum processo educacional deveria estragar isso.

Mistakes were made (but not by me), por Carol Tavris e Elliot Aronson. A dissonância cognitiva é uma das forças mais poderosas e delirantes no mundo.

Civil war stories, por Ambrose Bierce. A guerra não é glamurosa ou simplesmente trágica; em vez disso, é estúpida, irônica, inexplicável, confusa, contraditória e aterradora — mas nada disso vai fazer com que as pessoas parem de amá-la.

The war of art, por Steven Pressfield. Cuidado com a resistência.

A lógica do Cisne Negro, por Nassim Taleb. Aquilo que preocupa você caso aconteça não deveria ser o alvo das suas preocupações.

Fragments, por Herclitus. É impossível entrar no mesmo rio duas vezes; essa é uma boa metáfora para a vida.

O jogo do exterminador, por Orson Scott Card. Ninguém virá nos salvar; tudo depende de você.

As 48 leis do poder, por Robert Greene. Todas as estratégias imorais coletadas — mas nunca ditas — para conseguir, manter, manejar e se proteger do poder.

Filosofia como maneira de viver, por Pierre Hadot. Se você pensa que a filosofia antiga se baseava na busca pelo conhecimento arcano, está completamente equivocado.

The personal memoirs of Ulysses S. Grant, por Ulysses S. Grant. Para você ter uma ideia, esse homem escreveu uma linda e incisiva história sobre a vida e sua época enquanto padecia dolorosamente de câncer, tentando deixar algo para definir seu legado e dar apoio financeiro à sua família após sua morte.

Rules for radicals, por Saul Alinsky. Poder não é o que você tem, é o que seu inimigo pensa que você tem e teme o que você pode fazer se usá-lo.

O livro dos cinco anéis, por Musashi. Observação e percepção são coisas bem distintas; e percepção (uma vez que é embutida de opinião) é sempre mais fraca do que a observação.

O príncipe, por Maquiavel. O destino precisa ser enfrentado e derrubado se você quiser extrair o máximo da vida.

O grande Gatsby, por F. Scott Fitzgerald. Um jovem se apaixona por uma mulher desinteressada que está fora do seu alcance; torna-se rico e poderoso para tentar conquistá-la enquanto outro jovem observa com admiração e horror.

O que faz Sammy correr?, por Budd Schulberg. A perseguição do sonho americano por um implacável cafetão cuja punição é conseguir tudo o que sempre quis.

Clube da luta, por Chuck Palahniuk. Um cara é tão infeliz com a vida moderna que ele inventa um alter ego que destrói a vida e a si próprio.

A incrível viagem de Schakleton, por Alfred Lansing. Fortitudine vincimus (vencemos pela resistência).

The score takes care of itself, por Bill Walsh. Cuide das pequenas coisas e o placar se resolve.

Essencialismo, por Greg Mckeown e A única coisa, por Jay Papasan e Gary Keller. Livre-se do supérfluo, foque no que realmente importa para você.

Como Adam Smith pode mudar sua vida, por Russ Roberts // Teoria dos sentimentos morais, por Adam Smith. Primeiro: Adam Smith não era um capitalista implacável, mas também um pensador; segundo: tente julgar seu próprio comportamento e moral usando o que ele chama de “espectador indiferente”.

Eleanor Roosevelt I & II, por Blanche Wiesen Cook. Deus, que mulher tolerante com pais terríveis e com um marido egoísta e cruel! Mas ela conseguia focar no bem das pessoas e é isso o que a tornou tão efetiva.

Sobre a brevidade da vida, por Sêneca. As pessoas só pensam que a vida é curta porque perdem tempo demais com coisas que não podem controlar e temem as coisas que se recusam a questionar.

A estratégia do oceano azul, por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Não compita onde todos estão competindo — essa é a morte estratégica.

Trabalhe 4 horas por semana, por Tim Ferriss. Não se trata de ter uma carga horária de apenas 4 horas. Trata-se de não fazer, por mais de quatro horas toda semana, algo que você não gosta ou não precisa.

O jogo: a bíblia da sedução, por Neil Strauss. Se você quer ter relacionamentos bem sucedidos, ajuste-se e resolva seus problemas de infância — o resto virá em seguida de forma mais rápida e fácil do que você imagina.

Titan: the life of John D. Rockefeller Sr, por Ron Chernow. Disciplina e pensamento racional são os fatores que permitem a qualquer pessoa tirar vantagem das oportunidades e crises — e também prevenir que a riqueza material mude quem você é.

Lincoln’s melancholy, por Joshua Wolf Shenk. A sabedoria e perspectiva de Lincoln vieram de um lugar bastante sombrio da sua vida — se conseguirmos transformar nosso próprio sofrimento da mesma maneira, seremos grandiosos.

Sherman: soldier, realist, american, por B. H. Lidell Hart. Seja, não pareça.

The strategy paradox, por Michael Raynor. A execução bem sucedida de uma estratégia requer total comprometimento, o que também aumenta substancialmente as possibilidades de falha.

Shadow divers, por Robert Kurson. Se fosse fácil, alguém já teria feito.

Pequenas delicadezas, por Cheryl Strayed. Seja dez vezes mais magnânimo do que você pensa ser capaz.

A new pair of glasses, por Chuck C. Regra 62 dos Alcoólicos Anônimos: “não se leve muito a sério”.

The apprenticenship of Duddy Kravitz, por Mordecai Richler. Se você não tem valores, perderá tudo no final.

Meridiano de sangue, por Cormac McCarthy // O lobo do mar, por Jack London. Nunca esqueça o quão sombrios e perturbados os homens podem ser — está à espreita logo abaixo da superfície.

O artigo foi publicado no blog do autor e cedido gentilmente ao Administradores.com.

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