4 estratégias para vencer o perfeccionismo na carreira

Embora seja importante definir altos índices de referências a fim de manter a motivação, estabelecer um patamar muito superior pode gerar sobrecarga e bloqueio.

 

Via Forbes

O perfeccionismo é caracterizado pela busca por altos padrões, além de expectativas raramente atendidas a respeito de outras pessoas;
Se não for trabalhada, esta mentalidade pode ser prejudicial à carreira por provocar estresse e exaustão;
Agir de forma rápida e adotar uma perspectiva positiva são estratégias para reduzir o perfeccionismo.

Ninguém é perfeito, mas há momentos em que nos sentimos pressionados a ser, principalmente se tivermos objetivos ambiciosos para a carreira. A maioria das pessoas deve concordar com a importância de definir altos índices de referência e de manter a motivação, mas há situações em que estabelecer um alto patamar pode fazer você se sentir sobrecarregado e paralisado. Esforçar-se para atender a expectativas extraordinárias em busca da perfeição pode ser um obstáculo no caminho para atingir seu potencial de profissão.

Como coach de carreira, vi muitos clientes estressados ​​por ir “além e além” em seus empregos — num ritmo tão forte que acaba por afetar o desempenho no trabalho e em outras áreas da vida. Com frequência, ouço histórias sobre a urgência de responder a e-mails, sobre o desafio de tomar decisões por medo de errar ou sobre o sentimento de ansiedade e opressão pelo fato de chefes ou colegas poderem pensar mal de alguém que não faça hora extra. Boa parte dessa pressão para executar padrões incomumente altos é resultado de algum grau de perfeccionismo.

Esta mentalidade é comum a indivíduos de alto desempenho, mas, segundo pesquisas, dominante na geração do milênio, hoje a maior força de trabalho dos EUA. Ela é caracterizada por impor a si mesma padrões altos demais, além de expectativas raramente atendidas a respeito de outras pessoas. Se não trabalhado, o perfeccionismo pode ter um efeito profundo, levando ao estresse e à exaustão.

Muitos indivíduos pertencentes a essa geração (inclusive eu) cresceram como típicos super-empreendedores. Nossos pais nos incentivaram a estabelecer padrões elevados para que pudéssemos obter as melhores notas nas avaliações, entrar em boas faculdades e ter um desempenho excelente em esportes, música e nos hobbies. Eles nos ensinaram aos poucos que poderíamos alcançar qualquer meta altíssima a que nos propuséssemos, e parece que a pressão para nos superarmos sempre foi transportada às nossas carreiras.

Vale lembrar que a perfeição é subjetiva e nem sempre equivalente ao sucesso, ainda mais na carreira. Esforçar-se para ser perfeito pode criar pressões desnecessárias que levarão a um desempenho mais baixo no trabalho.

Nem todo perfeccionismo é ruim. Estabelecer fortes padrões pessoais é saudável, mas, se forem altos demais, podem levar à desmotivação, perda de autoconfiança e infelicidade. Por exemplo: visar uma promoção nos primeiros três meses de um novo emprego pode levar a uma grande decepção.

É preciso esforço para se libertar da autocobrança da perfeição ou de atender às expectativas dos outros. Como qualquer hábito, esse requer tempo, paciência e prática. Se você acha que o perfeccionismo pode estar afetando a sua felicidade e a sua carreira, aqui estão quatro estratégias que podem ajudá-lo:

1. Abra-se aos “erros”
Para reduzir o estresse que resulta do perfeccionismo e do medo de fracassar é necessário, primeiro, se abrir aos erros — se sentir confortável em cometê-los de vez em quando. Superar a falha cria resiliência. Receba as oportunidades de aprender com os erros. Comprometa-se a sair do trabalho 30 minutos mais cedo que o normal ou apareça 10 minutos mais tarde pelo menos um dia por semana. Revise seus e-mails uma única vez antes de enviá-los, em vez de analisá-los detidamente. Não responda a mensagens de trabalho ao menos uma noite ou no fim de semana. A princípio, esses experimentos podem causar ansiedade, mas com o tempo você vai relaxar e se sentir mais forte.

Buscar a perfeição pode prejudicar sua carreira ao longo do tempo e nem sempre é fácil mudar pensamentos, perspectivas e comportamentos baseados em expectativas extraordinariamente altas de conquista. Em vista disso, comece com o que é possível e acredite que até pequenas realizações podem levar aos maiores sucessos. Ao adotar uma mentalidade que permita a você se perdoar e almejar metas realistas e alcançáveis, é possível construir mais confiança, resiliência e encontrar satisfação na carreira.

2. Seja rápido
Se você luta contra a procrastinação e a indecisão, como muitos perfeccionistas, construa o hábito de pensar e agir rápido. Uma estratégia eficaz é seguir o que a autora de best-sellers Mel Robbins chama de “regra dos 5 segundos”. Na próxima vez em que você se pegar procrastinando, conte regressivamente de cinco a um, tome uma decisão imediata e realize uma ação naquele momento. Se agir com rapidez, poderá criar um impulso positivo e não terá tempo para temer o erro.

3. Crie expectativas realistas
Os perfeccionistas estabelecem padrões muito altos porque se baseiam no que pensam que os outros esperam deles, sem saber se são expectativas realistas. Em vez de seguir um conjunto de referências que você se impõe, crie metas tangíveis para incluir outras pessoas ao seu redor no processo. Colabore com seu chefe e seus colegas de trabalho para entender o que esperam de você e, assim, determinar objetivos e expectativas realistas.

4. Mude de perspectiva
Se você se sente freqüentemente desmotivado e frustrado com o resultado de um projeto ou com as ações de seus colegas, desafie-se a ver a situação sob outro olhar. Por exemplo: se um planejamento não der o resultado que você imaginava, pergunte a si mesmo como outra pessoa encararia esse resultado. Seria um fracasso? Um ponto de vista perfeccionista é muitas vezes limitado. Portanto, observar uma perspectiva diferente contribui para diminuir as interpretações negativas que geram estresse ou frustração sobre uma situação ou pessoa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *